Midias e educação:a inovação no educar
Não é novidade que o mundo digital perpassa a vida cotidiana da maioria da população e foram as mídias sociais as grandes responsáveis pela popularização do lifest. Hoje, é considerado atrasado e causa exclusão social parabaqueles que decidem não possuir uma conta em uma delas. E, cada vez mais, diminui a idade para o amplo uso das mídias em seu dia a dia.
Segundo o relatório Digital in 2019, desenvolvido pela We Are Social em parceira com a Hootsuite, 66% da população brasileira é usuária das redes sociais. Ainda de acordo com este relatório, estes usuários se concentram nas seguintes mídias, em ordem crescente de preferência: Youtube, Facebook, WhatsApp, Instagram, Messenger, Twitter, LinkedIn, Pinterest, Skype e, por fim, Snapchat.
Vale ressaltar que os dados expostos na pesquisa foram organizados antes da pandemia de Covid-19 e, portanto, o cenário digital já estava em ascenção exponente, com a remodelagem social de hábitos e comportamentos para a interação digital. Em relatório do ano posterior, publicado em 2020, com apenas 6 meses, apresentou o impressionante número de 4,57 bilhões de pessoas ao redor do mundo como usuários da internet, em torno de 60% da população mundial.
Assim, em 2020, foi mensurado o crescimento de mais de 10% de usuários das principai mídias sociais, o que levou o total global para 3,96 bilhões. Pela primeira vez, mais da metade da população do planeta usa as mídias sociais. De forma orgânica a educação e seus profissionais apropriaram-se das ferramentas midiáticas paraexpandir e inovar os processos de ensino e aprendizagem.
Principalmente com o fechamento das escolas e distanciamento social em boa parte do território brasileiro, profissionais da educação e usuários das mídias sociais, vislumbraram que para engajar colaboradores e ususários para a continuidade dos processos educacionais em estrutura e organização as mídias sociais poderiam atender aos objetivos primários da escola.
A comunicação digital por meio destas redes fornece a facilitadores, professores e estudantes (se utilizada de maneira estratégica e planejada) novas perspectivas de interação, mesmo diante da distância. E por que não aplicar algo que é utilizado enquanto diversão ou entretenimento como uma ferramenta de apoio às atividades de ensino e aprendizagem? Esta mesma lógica já é utilizada para os jogos digitais empresariais, que ganharam força nos últimos anos, levando para as organizações uma forma diferente de ensinar.
O grande desafio dos educadores, principalmente da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, neste caso, é como fazer esta utilização de forma criativa e significativa para os alunos. Pensando nas três primeiras mídias sociais listadas pelo relatório Digital, pode-se listar algumas estratégias para a sua utilização no meio educacional, tornando-as aliadas.
Youtube: você pode desenvolver uma biblioteca própria, um repositório dos seus materiais educacionais. Não somente vídeos em que você aparece mediando um conteúdo, mas também aqueles que você desenvolver em outras ferramentas, ou para disponibilizar suas aulas ao vivo gravadas de forma segura. Ainda, você pode criar uma lista de conteúdos complementares, realizando uma curadoria prévia, facilitando seu trabalho e facilitando o acesso para os alunos.
Facebook: os grupos do Facebook são um excelente meio para promover interação entre os participantes e principalmente a famílias inclusive aqueles mais novos e que ainda não apresentam autonomia sob as ferramentas digitais e acesso, já que a rede social fornece recursos para que você acompanhe quem mais publicou ou interagiu. Dessa maneira, os grupos podem se tornar uma extensão das suas aulas virtuais.
WhatsApp: esta é mais uma ferramenta que permite a interação e uma comunicação direta com seus alunos. Você pode utilizar os grupos para gerar de interação, compartilhamento de conteúdos extras, além de disponibilizar de ferramentas inclusivas, como gravação de áudios, vídeos e compartilhamento de imagens, fotos e outros recursos como documentos e apresentaçoes.
É certo que quanto mais canais de comunicação forem mantidos para contextualizar aluno, servidores da educação e familias na leitura crítica das ferramentes midiáticas oportunizadas pelas Redes, maior será a análise crítica do conhecimento necessário e maior será a alfabetização digital.
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